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Ponencia

Inverter o Olhar: Antropologia fílmica e compartilhada na associação de deslocados “Prédio Argentina” no município do Cairo, Valle do Cauca, Colombia.

Parte del Simposio:

SP.62: Antropoéticas: As grafias enquanto gesto político, ético e poético.

Ponentes

Alejandro Escobar Hoyos

Universidad Federal do Rio de Janeiro UFRJ

A presente pesquisa procura pensar o fazer fílmico e etnográfico compartilhado na associação de deslocados “Prédio Argentina” no município do Cairo, Valle do Cauca, Colombia. Esta. Pesquisa procura pensar minha relação desde a graduação, com os irmãos Sanchez Javier e Andrés os quais me convidaram para participar do documentário “Recampesinização” (2018) o qual com o tempo se torno um objeto de estudo para entender o processo de voltar ao campo e sua representação em imagens. Também neste trabalho procuramos pensar o documentário etnográfico “Doña Consuelo” (2023) o qual faz parte de uma série de trabalhos que utilizam a imagem como estratégia para produção, divulgação e circulação de experiências individuais e coletivas. Como, por exemplo, muralismos, ensaios fotográficos e em especial, a produção audiovisual como forma de representar e visibilizar a comunidade.
Desta forma a presente pesquisa de longa duração com diferentes análises sobre o processo de voltar ao campo o qual deu início com o documentário “Recampesinização” (2018) deu continuidade no mestrado em antropologia social no UFRN pretende ser continuada no doutorado en sociologia e antropologia da UFRJ. Esta pesquisa procura pensar minha experiência com a comunidade e o fazer fílmico como também procura ressaltar a importância sobre a antropologia compartilhada. O que nos leva a pensar em Jean Rouch e por conseguinte nas propostas da antropóloga cineasta Colombiana Marta Rodriguez.
A proposta desses autores reconhece a interação entre realizador e a comunidade filmada. Desta forma minha relação com os irmãos Sanchez é constante estamos em diálogo na busca de produzir matérias para visibilizar a comunidade de forma horizontal e dialógica. Desta forma cabe pensar o filme “Doña Consuelo” como um resultado de pesquisa, mas também como um produto do continuo relacionamento como a comunidade. Neste filme Javier Sanchez em voz em off comenta a premiação que obtive o filme “Recampesinización” como melhor filme documentário e a menção da contribuição para o debate sociológica da mostra NUPEPA da USP. Além de disto neste trecho o próprio Javier comenta sobre a realização do filme “Recampesinización”, apresenta sua mãe Consuelo e também menciona o empreendimento da família de plantas medicinais e azeites essenciais chamado “SABEAE”. Este empreendimento ressalta a proposta política de luta pela terra e permaneça no campo.
Neste sentido, a antropologia, etnografia, e o filme pode ser o resultado da interação de personagens, do diretor com a câmera e os seus colaboradores que produziram uma realidade fílmica. Por este motivo os personagens poderiam influir no destino dos filmes já que era por todos compartilhado enquanto uma criação. Quero destacar rapidamente o trabalho da antropóloga cineasta colombiana Marta Rodriguez, a qual inspiro nosso trabalho de forma teórica e pratica. Temos que dizer que o cinema de Marta Rodríguez é o testemunho de uma diretora interessada na história da Colômbia e seus conflitos. Seus documentários registram as vidas dos trabalhadores, dos camponeses, dos indígenas, das comunidades afro que são afetados pelo deslocamento e pela violência. Ela nos mostra como o fazer do cineasta também pode ser uma forma de compromisso e vínculo com a comunidade.