Mesa Redonda

MR.12: Esporte, Gênero e Sexualidade

Coordinadores

Caroline Soares de Almeida

Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

Brasil

Matias Godio

Universidad Nacional de Tres de Febrero (UNTREF)

Argentina

Participantes

Verónica Moreira

Universidad de Buenos Aires (UBA)

Argentina

Mariane da Silva Pisani

Universidade Federal do Piauí (UFPI)

Brasil

Fernando Huerta Rojas

Universidad Autónoma de la Ciudad de México (UACM)

México

Thaís Rodrigues de Almeida

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Brasil

Comentaristas

O esporte, como um fenômeno da modernidade acentuado pelo processo de globalização, tem sido objeto de debates excludentes, muitas vezes, centrados em uma legitimidade biomédica que induz a um modelo ideal de atleta. Nesse ínterim, mulheres, negros, homossexuais e, mais recentemente, pessoas trans, têm sido alvo de estudos segregacionistas fundamentados em argumentos morais que incidem sobre ideias malsinadas sobre saúde, desempenho e justiça competitiva.

Em diferentes países, mulheres e pessoas LGBTQIA+ são desencorajadas a praticar modalidades esportivas. No Brasil, por exemplo, em 1941 foi instituída uma lei que proibia mulheres praticarem esportes que fossem “incompatíveis com as condições de sua natureza”. Paralelamente a isso, o esporte tem se tornado um objeto de luta para diferentes movimentos, que identificaram que a desigualdade de acesso com base no gênero e na orientação sexual como uma forma de restrição à própria cidadania.

Embora a maioria das competições, tanto de alto rendimento quanto amadoras, ainda sejam divididas entre categorias “masculino” e “feminino”, a arena esportiva tem proporcionado um espaço para discussões que repensam as categorias de sexo e de gênero, definidas historicamente por meio de testes antidoping, pela contagem hormonal e pela composição corporal de atletas.

Esta mesa, suportada pelo Grupo de Trabalho Antropologías Feministas y de Gênero da Associação Latinoamericana de Antropologia e pelo Instituto de Ciência e Tecnologia do Futebol Brasileiro, visa promover o debate sobre as múltiplas relações estabelecidas entre esporte, gênero e sexualidade em contextos latino-americanos e caribenhos. Os títulos das conferências destacam os principais campos de pesquisa e interesses das/os pessoas convidadas, oferecendo diferentes visões sobre a Antropologia do Esporte: Esporte, corpo e gênero: questões etnográficas sobre futebol e boxe; Antropologia do Esporte e Estudos de Gênero: explorando interseccionalidades; A construção da identidade de gênero dos homens em práticas socioculturais do esporte; Mulheres torcedoras de futebol: disputas, identidades e resistências.